O comunismo é o extremo-oposto do capitalismo e do nazifascismo (forma acelerada do capitalismo)…

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O comunismo é o extremo-oposto do capitalismo e do nazifascismo (forma acelerada do capitalismo). O lema do comunismo primitivo (sem excedente; antropologia) e do comunismo presente-futuro pelo qual lutamos na contemporaneidade (com todas as dificuldades para reconstruí-lo primeiro pela via do socialismo, i.e., da socialização da propriedade privada dos meios de produção) pode ser o TODOS OU NINGUÉM (para citar uma peça do comunista dialético Brecht sobre a Comuna). Mas Hitler, na crise econômica que galgou Mussolini, no 'Mein Kampf' e diante da burguesia europeia, foi claro no seu anticomunismo: "NÃO HÁ O SUFICIENTE PARA TODOS". Ora, isso já é o próprio capitalismo e a ideologia capitalista mesma, e notamos tal frase em TODA a extensão da direita (até na liberal): o nazismo "apenas" pilharia o planeta inteiro para que uma parcela ainda mais minúscula abocanhesse o "suficiente", dizimando ou escravizando o resto da população mundial. Em discurso para um clube industrial em 1932, o Führer anunciou que o padrão de vida da raça ariana só poderia ser mantido se o das outras raças caísse. Ele venceu? A Resistência comunista, o Exército Vermelho o deteram. Ainda hoje, a seleção é o princípio da política dos países industrializados, do capital hegemônico das classes dominantes dos Estados Unidos e de alguns países da Europa. A burguesia é nazifascista. Sempre haverá no capitalismo o germe da sanha imperialista de dominação, porque o valor agregado está nas ofertas que atendam (ou manipulem) a demanda APENAS PARA AQUELES QUE PODEM PAGAR, e só podem pagar mediante o escravismo do salário que produzirá capital para o acúmulo e roubo de poucos, num círculo vicioso (e faz parte da subsistência do capitalismo o Exército Industrial de Reserva, termo de Marx sobre o desemprego, indissociável do capital). A demanda de todos permanece insatisfeita: não importa quanta riqueza e abundância existam, não há o suficiente para todos no capitalismo. O princípio existencial do capital é diretamente ligado à não satisfação das necessidades. É a sua permanente insatisfação que garante a dinâmica de criação contínua de valor. Até que o reino da liberdade substituta o das necessidades.

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